As técnicas utilizadas pelo grupo no aulão serão o Método Bertazzo (Método Bertazzo Reeducação do Movimento criado por Ivaldo Bertazzo) e a prática do Contato e Improvisação. O Método visa que os participantes possam ter um maior conhecimento do próprio corpo enquanto fisiologia e anatomia. O objetivo é entender o funcionamento do corpo, não só para dançar, mas no dia a dia.
“As vezes as pessoas judiam muito dos seus corpos na forma de sentar, caminhar, estar numa fila, carregar bolsas e com isso acabam colecionando patologias posturais muito cedo. É fácil encontrar alguém que tem dor na coluna, ou algum desvio sério. Muitas pessoas não se ouvem corporalmente, nem se cuidam”, explica o coordenador do Grupo, Marcus Diego. “Nossa ideia com essa oficina, através do método, é levar mais conhecimento e responsabilidade com o próprio corpo”.
Já no Contato e Improvisação será a oportunidade dos participantes experimentarem “as diferentes formas de movimento que esse corpo pode alcançar, utilizando-o com o que ele tem de repertório”, conta o coordenador. Segundo Marcus, a oficina é estruturada para que haja a possibilidade de troca de experiências entre pessoas de faixas etárias diversas, condição social e interesses – a idade mínima para se escrever é 12 anos.
“A oficina tem o intuito de gerar um diálogo entre diferentes corpos e oportunizar que outras pessoas possam experienciar um pouquinho do trabalho que é desenvolvido dentro do grupo de pesquisas Girarte em Minas Gerais”, frisa Marcus. “Em todo o lugar onde o projeto Girarte vai tentamos aproximar as propostas que o projeto realiza na cidade com a população em geral. Se a gente vai apresentar o espetáculo seria interessante conhecer e dividir o nosso conhecimento, a nossa maneira de trabalhar”, pontua.
Portal Correio